sexta-feira, 3 de julho de 2015

sobre nada ser importante

Por mais inteligente que um homem seja, penso, ele é só mais um no meio da multidão.

 Eu estava no ponto do ônibus para ir à faculdade. Observando todas aquelas pessoas ali aglomeradas, atento ao fato de que, por mais inteligente, sábio e cheio de opiniões formadas que um Homem (Homem no sentido de humanidade) seja, ali, no meio da multidão, Ele é só mais uma alma rastejando pelo solo do globo. Não sei se outra pessoa pensa desse jeito tão patético. (Sim, eu sou patético)
  Passando o olho pela multidão, reparo que todos tem um certo ego que de uma certa maneira dão importância para o ser humano: ''Eu sou um importante'' - eles pensam - ''eu tenho uma opinião política e preciso passa-la para a sociedade.'' Quer dizer, não sei se pensam, mas creio que sim, pois a real verdade de que somos afetados pela cultura cristã, embora já se tenha se perdido pelo solo da terra grandes morais, lá no fundo ainda afeta o nosso ser. Achamos que temos algum significado na terra. Achamos que somos importantes. Achamos, com o nosso egoísmo brega, de que teremos uma nova vida num paraíso. Que afronto à razão!
  Um pensamento muito pessimista ( e realista ) reside em minha mente: o de que nós, seres humanos, temos um excesso de consciência, quero dizer, uma consciência muito elevada e isso - acreditam? - não é uma coisa muito interessante, pois não somos nada mais que herdeiros de um instinto de preservação da espécie. Num linguajar popular: nossos pais transam e nós nascemos. O que de importante e especial tem nisso? Fruto de um prazer para preservar a desprezível raça humana.
 Uma vez eu estava frente à uma uma multidão. Nela, ali pelo meio esquerdo, avistei um conhecido que, pelas conversas que tinha comigo, era bastante inteligente. Porém, percebi que ele, no meio de tanta gente, não era nada de mais. Só mais um indivíduo movimentando sua breve existência pelo solo do gigante - e tão pequeno - planeta terra.

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