terça-feira, 20 de outubro de 2015

sobre a vida

  Acordo, geralmente, às 11 horas da manhã. Tomo café, como já é de costume. Logo depois, ainda que eu resista, ponho-me a ruminar sobre minha existência, com o fim de não sei o que. Certamente, sofro. Penso em cometer suicídio. Abro um livro, folheio, faço uma rápida leitura e, logo após, me lanço na cadeira e me sinto completamente vazio. É assim, de fato, quase todos os dias.
  Eventualmente, mesmo que seja quase impossível, tento organizar meu dia e, possivelmente, encontrar um sentido nessa universalidade, sobretudo porque preciso disso - de uma utopia - para continuar existindo. Há algum tempo, venho me tornando indiferente a quase tudo. Sinto-me cansado e superexcitado ao mesmo tempo. 
  Por outro lado, se eu revolver desvelar em julgar tudo que foi minha vida até aqui, nesse instante, quisera dizer: foi uma vida legal. Porém não se pode fazer um julgamento, porque ela foi apenas um esboço. Passara todo o tempo produzindo castelos para a eternidade. Ainda não compreendi absolutamente nada. 

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