quarta-feira, 18 de maio de 2016

sobre matar o marco feliciano

Apetece-me matar o Marco Feliciano. Será que já posso me considerar um niilista e, assim, sem qualquer sentimento de remorso ou culpa, mas com uma satisfaçãozinha secreta, o homem-deus de Dostoiévski? Ou, na melhor das hipóteses, o Ubermensch, de Nietzsche? Ao contrário de Raskolnikov, que, ao sentir culpa e remorso, se viu preso à moral dos fracos, creio que, ao matá-lo, e ao alimentar meu desejo insano de executá-lo, irei sentir-me grato por ter exterminado um inseto do mundo. Estarei eu, dessarte, acima da moral?

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